Este post foi publicado aqui há dois anos. Já rendeu tantas surpresas (e pesquisas no Google) que hoje resolvi republicá-lo — depois de ver, hoje mesmo, mais uma pessoa espantada com a “descoberta” comentada abaixo. É um consolo: eu me achava um “ignorante” por não saber esse detalhe sobre as azeitonas. Não sou o único, não!
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Em minha primeira viagem a Portugal, aprendi algo surpreendente: azeitonas verdes e pretas vêm da mesma árvore. OK, podem me chamar de ignorante!
Gosto muito de azeite. Já conhecia, e muito bem, as oliveiras da Grécia, mas eu queria muito conhecer e fotografar as famosas oliveiras portuguesas. Em Portugal, vemos oliveiras em todos os cantos. Até como [muito bonita] decoração — em hotéis, em restaurantes, em shoppings, em praças, dentro do aeroporto de Lisboa etc. Turistas adoram fotografar isso — imagine EU, que tiro média de 3.000 fotos por viagem!
Contratamos um guia particular que ficou conosco quase todos os dias. (Um guia que eu recomendo com prazer. Escrevi sobre ele no TOTH — clique depois AQUI para ler.) Ele nos dava aulas sobre cada canto visitado. Eu disse que em algum momento queria parar para fotografar oliveiras.
A caminho de Óbidos, cidade medieval, vimos muitas oliveiras nas margens da [ótima, sem buracos, praticamente um tapete] rodovia. Eu estava prestes a abrir a boca para perguntar como o guia sabia diferenciar uma árvore de azeitonas verdes de uma árvore de azeitonas pretas. (OK, eu já disse: se alguém aí quiser, pode me chamar de ignorante.) Ele se antecipou e disse que as verdes são apanhadas antes, e as pretas são as maduras.
O quêêêê?????????????
???
!!!
Pois é! Azeitonas verdes e pretas vêm do mesmo lugar! Agora só falta eu descobrir um mistério da humanidade: se foi a galinha ou o ovo que surgiu primeiro!
Também aprendi que não podemos apanhar uma azeitona do pé e comer. É intragável. As azeitonas passam por um tratamento especial para que possam ser consumidas. E mais: se você manchar a roupa com uma azeitona apanhada do pé, nada conseguirá tirar a mancha.
Acho que fiquei verde e preto: uma cor pelo espanto e outra pela vergonha de saber isso só agora.
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NOTAS:
* Foto: eu apontando, para vocês, uma oliveira em Óbidos, ao lado da muralha da cidade.
* Breve, mostrarei no TOTH o fantástico caminho de oliveiras bem pertinho do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
* Aliás, esse mosteiro também ganhará um post muito especial aqui. Por enquanto, sobre ele, você pode ler sobre meu encontro com Camões (clique depois AQUI para ler).
* Evidentemente, Óbidos também ganhará um post muito especial aqui.











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14 usuários com resposta neste post
Se serve de consolo, eu tinha as mesmas dúvidas que você e descobri as mesmas coisas lá. O meu caso é mais grave, porque sou filha de português. E eu tirei uma azeitona da árvore e tentei comer. Péssimo! Argh! rsrsrsrs Viu? Está mais confortável agora? E ainda não me conformo que, com tanta oliveira, você não conseguiu uma foto legal debaixo de uma… ai, ai, ai
Olá amigo!Que bom que tirou tuas dúvidas, o importante é o esclarecimento.Que as azetonas pretaas eram as maduras eu já sabia, mas essa de tirá-la diretamente do pé e ser ruim o gosto, como tb da mancha, foi novidade.Aprendi mais uma com vc.Obrigada
Abraço
Estou morando na Grécia e passo por oliveiras todo os dias. Me perguntava exatamente a mesma coisa. Obrigado pela reposta!
[[ RESPOSTAS ]]
Kandy, seu recado foi um consolo. Porque se VOCÊ, tão inteligente, culta, esperta, também não sabia, eu também tinha o “direito” de não saber, né?
)
E eu ainda fui mais esperto ao saber antes que não podia colher do pé e comer!
Quanto à foto: admito, você venceu. Sua foto embaixo da oliveira é a mais bonita do planeta, vence qualquer concurso.
Albani, eu é que aprendo com você: educação, cortesia, gentileza… cada vez que você passa por aqui, deixando um agradável rastro.
Rodrigo, uma boa surpresa o seu comentário. Obrigado pela visita! Estive aí na Grécia em junho, depois de uma visita ao Egito. Estou fazendo um site sobre essa viagem. Visitei seu blog e vi que você é “o homem das aventuras”. Invejável o que você faz. Parabéns!
GLAUCO
Oi amigo!
Vou falar p/ os alunos da 5ª série, sobre essa repostagem.Como eles, adoram novidades e descobertas vão gostar de vim aqui, visitar.
bjs, amigo!
Albani
Albani, pra mim essa foi uma “tremenda novidade”!
Imagine, achar que há DOIS tipos de oliveira!
Também passei por isso há muito tempo. Não sabia que não se pode comer diretamente da árvore. Ainda tem aquelas meio castanhas que já não são verdes mas também não estão maduras. Algumas pessoas sabem tratar a azeitona para ela ficar comestível. Outra coisa que posso falar e acho que não erro é que a azeitona amadurece em pleno Inverno.
INCRÍVEL! Sensacional!
Zanucki, essa de amadurecer no inverno eu não sabia.
Ah! Em Portugal há mesmo pessoas que sabem tratar das azeitonas, fazer o tal processo antes de comê-las. Elas têm oliveiras EM CASA e cuidam desse processo depois da colheita. Bacana, né?
Ok!!! Desde já, achei bem interessante esse seu aprendizado e
se for assim,você não é o único ignorante!!!!!!!!!
Pois eu morria e não sabia que as azeitonas verdes vinham das mesmas árvores que as pretas, e que as verdes eram colhidas antes e as pretas eram as maduras.
Porém, que bom que você viajou para fora do Brasil e voltou com a resposta do que muitos não sabiam, inclusive eu!!
Ainda bem que não chegou a fazer essa pergunta ao guia.Pois perderia a graça, já que ele respondeu assim que se aproximou das árvores de oliveiras. Acho que muitos fazem (e outros que não tem coragem)essa pergunta.
E você, perguntou ao guia se muitos o faziam essa pergunta?
Recife-PE
Já ia Esquecendo, sou aluna de Albani!!!!!!!!!
Thaynara Vanessa.
Gostei das suas viajens
oi, Thaynara! (Bonito nome, né?)
A descoberta foi surpreendente. Até hoje eu imagino a cara que eu mesmo fiz ao descobrir aquilo…
O engraçado é que hoje eu falo para as pessoas e a maioria diz que também NÃO sabia! ahahahah Vê como as danadas das azeitonas são misteriosas para nós?
Grata por dividir suas experiencias,pois assim quando for a Portugal já sei que náo posso experimentar colher do pé e comer,pois ja me imagino como seria eu a ver tantas azeitonas, Um vexame a menos para eu passar!!
ahahahahah
Vivendo e aprendendo, né, Sandra?
Lá, coma muita azeitona nos bares e nos restaurantes. Fresquinhas! Uma delícia!
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