64 usuários com resposta neste post

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Marluce Dias Sachs disse em November 30th, 2009 em 19:42

Parabéns pela luci­dez e pela cora­gem do texto. Muito verda­deiro. Como soció­loga, gosto da discus­são que ele provoca.

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Lancaster disse em November 30th, 2009 em 19:49

Bom saber que apesar de tudo lá é bom pra nós turis­tas, me animo com as coisas que você fala de Portugal aqui, pois vou para lá em março

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Lucas disse em November 30th, 2009 em 19:54

Glauco, como sempre seus arti­gos são ótimos.
Seu artigo faz uma abor­da­gem clara de como são os brasi­lei­ros no exte­rior, não todos, mas uma parcela muito mal orien­tada.
Quando cheguei no Japão, em 1990, algu­mas lojas anun­ci­a­vam no sistema de rádio quando os brasi­lei­ros aden­tra­vam, para que os lojis­tas e empre­ga­dos ficas­sem de olhos.
Isso ocor­reu, porque, ainda que os brasi­lei­ros traba­lhas­sem e ganhas­sem cerca de 2000 DÓLARES à época, “adora­vam” ir a um mercado e furtar choco­late das gôndo­las!…
Certa vez, em 1991, atra­ves­sando uma ponte de uma provín­cia a outra, vi aque­las pixa­ções horro­ro­sas que as gangues das gran­des cida­des fazem (como em São Paulo, que está 100% empor­ca­lhada por causa disso). Dizia a pixa­ção: “esti­ve­mos aqui”…
É uma pena que proje­te­mos tal imagem no exte­rior. Bem, você esteve fora daqui e sabe como nós, os brazu­cas, nos compor­ta­mos lá fora.
Excelente artigo!
Como sempre, seu fã e mais humilde servi­dor,
Lucas Yassumura

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Albani disse em November 30th, 2009 em 20:06

Olá Glauco!
VERGONHA, mesmo!
Se me permite, leva­rei seu texto p/ discus­são em sala de aula.

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Thiago disse em November 30th, 2009 em 21:27

Quase não conse­gui termi­nar de ler o seu post. Pode pare­cer pieguice, exagero, mas senti um tremendo mal-estar, pela vergo­nha que sinto dos que não têm vergo­nha. E não preci­sa­mos ir longe para compa­rar os infor­tú­nios. Eu, parti­cu­lar­mente, sinto revolta quando fico sabendo que um foras­teiro come­teu crimes na minha cidade ou no meu Estado. Levando a coisa para nível naci­o­nal, nos revol­ta­mos quando a mídia mostra alguns boli­vi­a­nos sendo presos em flagrante. Não vejo contra-argumento para que os portu­gue­ses, japo­ne­ses e outras naci­o­na­li­da­des não nos hosti­li­zem. Ação e reação. Ponto.
No entanto, talvez isso seja justi­fi­cá­vel, afinal, o que espe­rar de um povo, salvo exce­ções, cujo amor pela pátria se mani­festa apenas de quatro em quatro anos quando uma dúzia de sujei­tos, ganhando milhões e milhões, “entram em campo”?

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Heitor disse em November 30th, 2009 em 22:32

Parabéns pelo post !

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Glauco disse em November 30th, 2009 em 22:40

Prezada Marluce, muito obri­gado pela visita e pelas pala­vras de incentivo.

GLAUCO

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Glauco disse em November 30th, 2009 em 22:42

Lancaster, vale MUITO a pena o turismo em Portugal. Pode apos­tar. País lindo, povo admi­rá­vel, cultura exem­plar, gastro­no­mia do outro mundo… E há muito daquilo que gosto demais: História.

Vá tran­quilo! Será uma das melho­res viagens de turismo da sua vida!

GLAUCO

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Glauco disse em November 30th, 2009 em 22:45

Muito obri­gado, Lucas!

Infelizmente, a reali­dade é que a imagem do brasi­leiro lá fora não é nada boa. A mídia às vezes diz o contrá­rio, o prisi­denti também, mas a reali­dade triste é essa. O mais chato é o brasi­leiro que não merece também aguen­tar o preconceito…

Que bom você enri­que­cer o post com um pouco da sua expe­ri­ên­cia no Japão! Obrigado! Colocarei agora mesmo, no próprio texto, uma obser­va­ção para que leiam seu comentário.

Seu fã e humilde servidor,

GLAUCO

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Glauco disse em November 30th, 2009 em 22:46

Ótimo, Albani! Que o texto vá longe, inspi­rando discussões!

Depois me conta o que rendeu?

GLAUCO

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Glauco disse em November 30th, 2009 em 22:49

Comentou muito bem, Thiago.

Como escrevi no post, deve­mos ser impar­ci­ais, olhar para o próprio umbigo. Não adianta ninguém se revol­tar. Vamos ver o lado de lá. E eles não têm razão quando sentem rancor, raiva, desprezo? Como condená-los por isso? Só nos resta torcer para que, como pessoas cultas (que são mesmo), saibam dife­ren­ciar. Afinal, nem todos os brasi­lei­ros mere­cem a fama… Mas vamos admi­tir: a fama do brasi­leiro lá fora está cada vez pior.

GLAUCO

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Vera Lúcia M. - São Paulo disse em December 1st, 2009 em 00:12

Falou bem. O que estava parado na garganta de muitos. Vou indi­car pra todo mundo.

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Albani disse em December 1st, 2009 em 00:26

Olá Glauco!
Salvei o texto com as imagens.Amanhã mesmom, insti­ga­rei o debate na 8ª série.
Obrigada pela permis­são do uso de seus textos.
Albani

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Albani disse em December 1st, 2009 em 13:30

Hoje fiz comen­tá­rio do seu post, mas não o levei, pois o cartu­cho da minha impres­sora secou, impos­si­bi­li­tando a impressã.Quando cheguei na escola que lembrei que podia ter salvo no pen drive.
Tenha uma boa tarde
Albani

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Ingryd disse em December 2nd, 2009 em 20:14

achei os portu­gue­ses muito precon­cei­tu­o­sos nem todos os brasi­lei­ros são iguais nem todos fazem bagunça, nem são ruins de pagar exis­tem muitas pessoas quie­tas e que pagam bem e pessoas corre­tas não são todos ladrões, nem mata­do­res
Pelo amor de Deus

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Glauco disse em December 2nd, 2009 em 23:55

Oi, Albani!

Obrigado por levar o assunto adiante. E diga-me depois como foi. :-)

GLAUCO

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Albani disse em December 3rd, 2009 em 00:01

Glauco
O texto, mexeu com a 8ª série, mas não espe­rava, que o debate, maior partisse dos alunos da 5ª série.
Muito bom!
Também adoro polê­mica.
Ingryd é aluna da 5ª série.
Fiquei muito contente, por ver a parti­ci­pa­ção dela aqui.
abraço

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Glauco disse em December 3rd, 2009 em 00:01

Oi, Ingryd! :-)

Obrigado por sua participação.

Ingryd, eu acho que nenhuma fama surge à toa. Ninguém nunca ouviu comen­tá­rios assim sobre fran­ce­ses, finlan­de­ses, ingle­ses, cana­den­ses, itali­a­nos etc. Infelizmente, existe uma justi­fi­ca­tiva para esse precon­ceito contra o brasi­leiro. O chato é que os bons pagam pelos maus — como sempre.

Eu vi (ninguém me contou) um anún­cio de aluguel de casa no qual havia uma noti­nha: não aluga­riam para brasi­lei­ros. Chato para nós. Péssimo. Mas… por que a situ­a­ção chegou a esse ponto? De repente, do nada, é que não foi! Há um histó­rico por trás disso…

Mas lembre-se: ressal­tei, no post, que a grande maio­ria dos brasi­lei­ros em Portugal está no país traba­lhando muito, ardu­a­mente, hones­ta­mente, lutando por uma vida digna, cola­bo­rando com a econo­mia e a soci­e­dade daquele país. E vale lembrar também que o turismo em Portugal VALE MUITO A PENA; somos bem trata­dos lá.

Apesar de ser um raci­o­cí­nio contra meu próprio povo, eu infe­liz­mente devo admi­tir que entendo muito bem o senti­mento dos portu­gue­ses em rela­ção a tudo isso. É uma terra tran­quila; evidente que eles odeiam qual­quer um que vá lá causar proble­mas e até crimes bárbaros.

E, por mais que a mídia tente dizer o contrá­rio, a verdade é que, no geral, o brasi­leiro NÃO é bem visto lá fora. Na verdade, o latino não é, mas o brasi­leiro, menos ainda. Uma pena. Nós não mere­ce­mos passar por isso, né? Os bons não deve­riam pagar por isso…

GLAUCO

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Glauco disse em December 3rd, 2009 em 00:05

Albani:

Admito que adoro polê­mi­cas. E adoro mais ainda causar polê­mi­cas… ;-)

Que bom que o texto causou todo esse efeito! E um debate em plena 5ª série… Puxa vida, como os jovens de hoje são infor­ma­dos, né?

Mande meu abraço a todos. E serão todos muito bem-vindos aqui.

GLAUCO

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Juvenal Sousa / Vitória ES disse em December 3rd, 2009 em 00:19

É só uma triste reali­dade, quem é contra é como aves­truz que enfia cabeça num buraco.

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Rodrigo Castelan Carlson disse em December 3rd, 2009 em 09:35

Oi Glauco,
Veja pelo lado bom, pelo menos o Brasil está ficando conhe­cido por outra coisa que não seja, fute­bol, novela e carna­val! Toda vez que algum grego desco­bre que sou Brasileiro o único assunto que surge por parte deles está entre estes três tópi­cos (a fama de bandido ainda não chegou aqui).
Abraço
Rodrigo

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Rodrigo Castelan Carlson disse em December 3rd, 2009 em 09:46

Uma coisa inte­res­sante aqui em Chania (Creta, Grécia) é que a crimi­na­li­dade (não sei em núme­ros, mas no dia a dia, boca a boca) é muita baixa. Já ouvi falar de assal­tos, assas­si­na­tos e etc., mas muito pouco (ou até despre­zí­vel) compa­rado com o Brasil. Os gregos daqui tendem a tratar do assunto como se não exis­tis­sem bandi­dos por aqui, mas do lado de fora da cidade tem um prisão bem grande, que exceto por alguma falca­trua, não esta­ria ali se não houvesse crimi­na­li­dade que exigisse uma. Mas onde quero chegar é que já ouvi várias pessoas insi­nu­ando que os gregos não come­tem crimes e que quem os comete são os imigran­tes (alba­ne­ses, búlga­ros, egíp­cios, sírios, …). Não tenho simpa­tia nenhuma pelos imigran­tes daqui, mas certa­mente tem muita gente traba­lha­dora e honesta como menci­o­naste na tua publi­ca­ção. Para os nati­vos, é muito fácil colo­car a culpa nos imigran­tes que acabando servindo de bode expiatório.

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J.C.K.P. disse em December 3rd, 2009 em 20:11

Eu concordo. Já vi coisas muito0 ruins por lá também que brasi­lei­ros fize­ram e fazem !

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Glauco disse em December 4th, 2009 em 15:58

ahahahah Boa, Rodrigo! :-)

Realmente, em outros países, quando veem que sou brasi­leiro, as únicas pala­vras possí­veis são estas: samba, carna­val, Maracanã, fute­bol, mulher, turismo sexual.

Uma vez, em Londres, no Museu Madame Tussaud, um neuro­ci­rur­gião ameri­cano que estava lá dentro falou isso para mim — que só vê esse tipo de comen­tá­rio quando falam de nós. :-/

GLAUCO

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Glauco disse em December 4th, 2009 em 16:01

Rodrigo, citou muito bem: também é conve­ni­ente, para um nativo, usar imigran­tes como bodes expi­a­tó­rios… Isso acon­tece, também.

E que inveja você dizer que mora em um lugar de baixís­sima crimi­na­li­dade… Uma bênção! Aproveite! Porque logo a vida no Brasil estará inviá­vel. É a nossa reali­dade. Pra encarar.

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Anonymous disse em December 21st, 2009 em 09:21

Mas é preciso lembrar que em Portugal existe a tendên­cia de culpar os imigran­tes por todos os proble­mas da sociedade,a come­çar pelos jornais que dão mais ênfase ao lado nega­tivo da imigra­çao. Os portu­gue­ses são precon­cei­tu­o­sos mesmo entre eles,como o caso dos ” retor­na­dos” ( Portugueses que viviam nas anti­gas colo­nias portu­gue­sas e retor­na­ram para Portugal)estes foram alvo do procen­ceito, mas esque­cem que foram estes que inici­a­ram uma nova soci­e­dade, com novas ideias.
A MAIORIA dos imigran­tes sao trabalhadores,pessoas que lutam contri­buiem para a soci­e­dade, ajudam na susten­ta­bi­li­da­deda segu­rança social, na econo­mia, ate mesmo na nata­li­dade e muitas ..mas muui­tas vezes sao explo­ra­dos pelos patroes.
Quantas as pros­ti­tu­tas há muitas„mas se elas exis­tem é que há “chulos” portu­gue­ses para explora-las.

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Glauco disse em December 21st, 2009 em 23:51

Obrigado pelo depoi­mento, “Anônimo”. Você escre­veu muito bem. E refor­çou o que escrevi no post: a maio­ria (a grande maio­ria) dos imigran­tes tem uma vida honesta, de bata­lhas diárias, sacri­fí­cio, hones­ti­dade, contri­buindo com a soci­e­dade do país, com a econo­mia etc.

GLAUCOTOTH

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paulo disse em January 18th, 2010 em 14:14

glauco eu tambem morei la cerca de 4 anos, e sei bem como sao certos brasi­lei­ros la, tambem ja fui tema de discur­sao entre portu­gue­ses sobre esta ques­tao. e mesmo vergo­nhoso as vezes ser brasi­leiro ;pois paga­mos caro por isso. o pais era bem sosse­gado antes de certos brasi­lei­ros la chegarem.

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Glauco disse em January 18th, 2010 em 21:42

Paulo, compre­endo bem seu ponto de vista. O chato é que brasi­lei­ros hones­tos (a maio­ria) por lá também pagam a conta…

GLAUCO

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Português disse em January 28th, 2010 em 03:38

Sou Português,tenho amigos Brasileiros,mas infe­liz­mente o que se está a passar no país é vergo­nho­sos para os Brasileiros,e acho que o povo Português,e os imigran­tes Brasileiros hones­tos não mereciam.Um grupo de jovens crimi­no­sos Brasileiros quer “recriar“favelas na margem sul,estão ilegais no país e sobre­vi­vem da vida do crime(neste caso de assaltos,maior parte deles à mão armada.Os roubos de Brasileiros e Africano em Lisboa e no Algarve sobem dras­ti­ca­mente a cada dia que passa,e o povo Português começa a perder a confi­ança em muitos imigrantes,obviamente com o medo de leva­rem uma “facada nas costas”.Portugal sempre foi um país calmo,e com a entrada de muitos imigran­tes há uma grande inse­gu­rança nas ruas,porque maior parte deles se juntam em certos bairros,e querem come­çar a contro­lar zonas,e um país como Portugal paci­fico não está habi­tu­ado a esse tipo de coisas,ou correcção,NÃO ESTAVA,porque cada dia é mais habi­tual isso acon­te­cer em bairro de imigrantes,ou em bair­ros com um grande numero deles,nunca se tinha visto tanta violên­cia nas ruas de Portugal.Os imigran­tes hones­tos que não têm nada haver com isso é que pagam,mas a culpa não é deles obviamente,dou parte da culpa a Portugal por se um país tão “manso” no que toca à imigração,devia ser feito com mais rigor,e ao mesmo tempo esses imigran­tes deviam ser “examinados“antes de entrar no país,tendo em conta que muitos deles têm cadas­tro criminal.Com um numero tão grande de imigran­tes no país eu como Português sou a favor de se fechar as fronteiras,mandar os que estão em situ­a­ção ilegal no país embora,e expul­sar os crimi­no­sos para os seus devi­dos países.Abraços

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Glauco disse em January 29th, 2010 em 18:18

Olá, “Português”.

Infelizmente, a situ­a­ção do brasi­leiro aí em Portugal é triste. Como brasi­leiro, faço auto­crí­tica e fico com MUITA VERGONHA. Peço desculpa. O duro é que os bons pagam pelos maus…

Admiro MUITO o seu povo.

Abraço triste,

Glauco == TOTH

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Fernando Henrique Antonio disse em February 4th, 2010 em 04:20

Você simples­mente disse coisas cora­jo­sas que muitos não ousam dizer. Possivelmente será criti­cado por isso no Brasil, mas você disse verda­des que preci­sam ser ditas (e discu­ti­das). Parabéns!

Curitiba — PR

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Lili disse em February 8th, 2010 em 01:27

Glauco, carís­simo escri­tor, assim como acer­tou na magia e gran­deza de seu livro “AVENTURA ALUCINANTE”, Editora Saraiva, muito melhor que o atual filme SHERLOCK HOLMES (elemen­tar, meu caro Glauco), acer­tou também com suas críti­cas coeren­tes feitas aos brasi­lei­ros que pertur­bam a segu­rança e paz de Portugal. (Também em outros países. Na Itália, existe precon­ceito com brasi­lei­ros. Eu vi e parti­ci­pei da ação. É explícita.)

A gran­deza, a tranqüi­li­dade, a ‘finesse’ dos portu­gue­ses não mere­cem passar por brasi­lei­ros pertur­ba­do­res de paz. Conheço Portugal e admiro esse povo; por que importuná-los? Dão opor­tu­ni­dade de traba­lho para tantos brasi­lei­ros! Não posso deixar de dizer do ‘luxo’, para nós, termos brasi­lei­ros bata­lha­do­res, hones­tos, efica­zes e indis­pen­sá­veis pelo traba­lho que fazem para os portu­gue­ses, o que nos enobrece; contudo, não faltam os vilões.

Quanto a você ser criti­cado, ‘deixe que digam, que pensem, que falem… Você não está dizendo menti­ras, nem eu também… Faz mal falar a verdade assim, direto de alguém’?

Parabéns pela crítica muito apro­pri­ada e verdadeira.

Não pode­mos dizer que o mar é AMARELO se ele é AZUL… elemen­tar, meu caro Glauco.

Brasília DF

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Glauco disse em February 8th, 2010 em 23:41

Oi, Fernando Henrique.

Obrigado por sua opinião.

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Glauco disse em February 8th, 2010 em 23:42

Olá, Lili.

Obrigado (mil vezes) pela riqueza e pelo cari­nho em seu comentário!

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Diogo disse em February 23rd, 2010 em 23:43

O pior é saber que no Brasil as coisas NÃO estão melho­rando! Somos uma nação de m*!
Portugal deve­ria é fechar as portas de vez para os brasi­lei­ros pra não acabar contaminado.

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Carolina disse em March 11th, 2010 em 16:37

Olá Glauco.

Amanhã farei uma entre­vista de emprego via vide­o­con­fe­rên­cia com um gerente de uma empresa em Portugal, que, por sinal, é a mesnma empresa que traba­lho no Brasil.

Então, decidi pesqui­sar algu­mas coisas sobre Portugal caso na entre­vista eu seja ques­ti­o­nada sobre algum tipo de conhe­ci­mento em rela­ção à cultura, econo­mia, etc.
Foi assim que encon­trei seu blog e seu artigo.

Antes, quero parabenizá-lo pela seri­e­dade com que tratou este assunto e pela baga­gem de infor­ma­ção que você tem e se propôs a divi­dir conosco.

Ao ler seu artigo (e outros que também fala­vam sobre precon­ceito em Portugal) fiquei bastante preo­cu­pada com o que os brasi­lei­ros têm feito fora do Brasil e, espe­ci­al­mente em Portugal.
O motivo de minha preo­cu­pa­ção?
Bom, muitas pessoas dizem que o Brasil é um país mara­vi­lhoso, o mais lindo, o mais “isso” e o mais “aquilo”. Talvez sim. Nunca saí daqui e não tenho uma refe­rên­cia para poder compa­rar. Acontece que o Brasil pode ter praias lindas e luga­res mara­vi­lho­sos para se visi­tar, mas de nada adianta você não poder levar uma câmera para regis­trar essas paisa­gens já que você poderá voltar SEM ela de sua viagem. Fui assal­tada há 22 dias quando saía do metrô Sé, centro de SP, e até hoje não conse­gui tirar todos os docs. Meu RG vai demo­rar 16 dias pra ficar pronto!!!! Não consigo comprar um celu­lar pq não tenho “docu­mento com foto”, e não posso pegar o Bilhete Único — Vale trans­porte pq não tenho RG.
Gosto do Brasil, mas infe­liz­mente, cada dia que passa me irrita e inco­moda mais morar aqui. Trabalho em Alphaville e não levo menos de 1h30 para chegar em casa em dias SEM trân­sito.
Então, vejo uma opor­tu­ni­dade de traba­lhar em Portugal e ao pesqui­sar descu­bro que (muitos) brasi­lei­ros que vão à Portugal fazem as mesmas coisas que aqui no Brasil. Me preo­cupa daqui alguns anos, Portugal estar com mais brasi­lei­ros que Portugueses, e eu ser assal­tada ao sair de um metrô, como me acon­te­ceu há alguns dias.
Me preo­cupa ser brasi­leira e ser assal­tada por um brasi­leiro em um país Europeu (ou qlqr outro que fosse). Ridículo, não??

Os brasi­lei­ros apro­vei­tam o “livre acesso” que têm em Portugal para dizer que foram “morar pra Europa”. Li em um post de outro blog o comen­tá­rio “consi­dero Portugal o Paraguai Europeu”.
Inicialmente fui contra a pessoa que escre­veu isso, mas depois tive que concor­dar: real­mente Portugal pode estar virando o Paraguai Europeu.… de tanto brasi­leiro bader­neiro que está indo pra lá.

Perdoe-me o tama­nho do texto e o desa­bafo, mas estar a poucas horas de uma entre­vista de emprego em Portugal e ler essas coisas acabou me deixando bastante revol­tada, com os brasi­lei­ros é claro. E agora, mais do que nunca espero que tudo dê certo e, quem sabe, em pouco tempo esta­rei envi­ando sauda­ções lousi­ta­nas. :o )

Grande abraço!

Carolina

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Glauco disse em March 11th, 2010 em 19:55

Oi, Carolina! :-)

Em primeiro lugar, para­béns por seu texto. Você escreve bem. Percebe-se que é culta.

Não peça desculpa por seu desa­bafo. Além de sincero, com incô­mo­das verda­des apon­ta­das, você está natu­ral­mente ansi­osa devido à entrevista.

Que bom que você compre­en­deu o que escrevi. O brasi­leiro não gosta muito de auto­crí­tica. Já fui xingado por causa do texto. Disseram até que sou “antibrasileiro”…

Ressalto que a grande maio­ria dos brasi­lei­ros está hones­ta­mente em Portugal. Trabalha muito, cola­bora com o país. Há, inclu­sive, muitos brasi­lei­ros ilegais que estão lá com boas inten­ções, também traba­lham muito. Mas é mesmo extre­ma­mente incô­moda a parcela de brasi­lei­ros que partem para a crimi­na­li­dade. E, pra variar, tem que ser coisa de brasi­leiro lá fora… Por mais que a mídia daqui tente conven­cer do contrá­rio (a Globo adora falar que todo mundo ama brasi­leiro), a verdade é que, no geral, brasi­leiro não é bem visto em NENHUM país. Em Portugal, não vemos proble­mas de argen­ti­nos que vão lá para “bader­nas”. Ou chile­nos. Ou vene­zu­e­la­nos, cana­den­ses, ameri­ca­nos, itali­a­nos, austrai­li­a­nos, boli­vi­a­nos… Claro, pode ter um e outro aqui e ali, mas a crimi­na­li­dade, em Portugal, é “espe­ci­a­li­dade” prin­ci­pal­mente de brasi­lei­ros, sene­ga­le­ses e ango­la­nos. Acho compre­en­sí­vel o portu­guês culti­var um precon­ceito contra nós — apesar de achar isso muito, muito triste. Ainda bem que, no geral, o portu­guês é um povo muito culto, por isso sabe dife­ren­ciar, entende que há muitos brasi­lei­ros do bem.

De maneira nenhuma eu concordo com o conceito “Paraguai Europeu”. Carolina, Portugal é um país mara­vi­lhoso!!! Ótimo povo, no geral muito culto; rica História; desen­vol­vi­mento; padrão de vida MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO supe­rior ao do brasi­leiro; fantás­tica gastro­no­mia; cida­des espe­ta­cu­la­res. Para os altos padrões euro­peus, Portugal (ao lado de Itália e Grécia) tem um nível, diga­mos, um pouco mais baixo, mas, acre­dite, em todos os senti­dos está milhões de vezes acima do Brasil. Bom, eu sou apai­xo­nado por Portugal, então capri­cho mesmo nos comen­tá­rios. Já foram 5 viagens de turismo para lá — e cada vez eu gosto mais e mais do país.

Existe violên­cia lá? Existe. Como existe em todos os países. A dife­rença está no NÍVEL de violên­cia. Lá, o que acon­tece não é nada se compa­rado ao Brasil. Aliás, com exce­ção de países como Iraque e Afeganistão, eu a desa­fio a apon­tar um país que seja TÃO violento quanto o Brasil. Vamos, expe­ri­e­mente. Tente desco­brir algum.

No Brasil, vive­mos uma guerra não decla­rada. Saímos de casa sem saber se volta­re­mos. Acabou o respeito à vida. Quem manda mesmo são os bandi­dos. Você citou que temos belas paisa­gens mas que temos medo de fotografá-las devido a algum assalto por causa da câmera. Disse, então, que pode­mos ficar sem a câmera. Ora, isso é uma previ­são muito “otimista”. Devemos nos consi­de­rar “com sorte” se perder­mos apenas a câmera, não a vida!

Portugal ainda “dorme” por deixar tantos brasi­lei­ros entra­rem lá. Eles pare­cem não ter perce­bido a gravi­dade da situ­a­ção. Mas alguma coisa já está sendo feita. Na alfân­dega, lá no aero­porto de Lisboa, estão mais rigo­ro­sos para deixar as pessoas passa­rem. Ótimo. Deveriam estar mil vezes mais rigo­ro­sos. TODOS OS DIAS passam por lá deze­nas de pros­ti­tu­tas e assal­tan­tes brasi­lei­ros! Existe até quem agen­cia isso, acredita?!

SEM DÚVIDA NENHUMA compensa você morar lá. Preste aten­ção: SEM DÚVIDA NENHUMA. Outro nível… em todos os senti­dos. Vai ver o que é educa­ção, respeito, cultura, quali­dade DE VERDADE nos produ­tos, finan­ci­a­men­tos sem juros demo­nía­cos como os do Brasil etc. Isso sem falar que lá nem existe PT. ;-) Você vai sofrer no início, é claro, para se adap­tar, prin­ci­pal­mente se não conhe­cer ninguém por lá, mas aposto que em pouco tempo estará bem e nem pensará em voltar.

Vá fundo! Boa sorte na entre­vista! Estou aqui na torcida para que dê certo! :-)

Ora, pois! ;-)

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Glauco disse em March 19th, 2010 em 03:31

Diogo, seu desa­bafo é bem compre­en­sí­vel… Complicada, essa nossa situ­a­ção no Brasil! :-|

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[…] Não deixe de ler aqui no TOTH: “Brasileiros em Portugal: a vergo­nha que passamos“. […]

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Carolina disse em April 6th, 2010 em 15:21

Glauco!

Consegui meu emprego em Portugal.

Agora só preciso de ajuda para morar :o (

Abraços.
Carol

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Glauco disse em April 7th, 2010 em 15:58

Que ótimo!!! \o/

A resposta vai por e-mail. ;-)

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Zanucki disse em April 29th, 2010 em 08:18

Preconceito mata.
Temos que estar sempre vigi­lan­tes para perce­ber se o nosso raci­o­cí­nio não enferma dessa coisa tão ruím. Nunca pode­mos gene­ra­li­zar.
Essa ques­tão de brasi­lei­ros contra portu­gue­ses e portu­gue­ses contra brasi­lei­ros vem da igno­rân­cia e falta de cultura ou uma educa­ção errada na escola.

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Glauco disse em April 30th, 2010 em 00:54

Oi, Zanucki!

Todo precon­ceito é igno­rân­cia. Ninguém pode gene­ra­li­zar, radicalizar.

No entanto, muitos brasi­lei­ros têm dado, SIM, moti­vos para precon­cei­tos lá em Portugal… Isso é uma vergo­nha para o Brasil. Sinceramente!…

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Zanucki disse em April 30th, 2010 em 16:58

É compre­en­sí­vel que certos compor­ta­men­tos causem emba­ra­ços a uma comu­ni­dade mas uma pessoa não se deve enver­go­nhar por algo que não fez. Esses atos deve­riam enver­go­nhar sómente os seus auto­res. É um prin­cí­pio que deve­mos seguir.
Sinto que a ques­tão pode ter impli­ca­ções na soci­e­dade, por isso é sempre impor­tante manter a clareza e objectividade.

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joão jesus disse em May 9th, 2010 em 07:42

Portugal
PARABÊNS GLAUCO pela tua luci­dez, sentido de justiça e a tua impar­ci­a­li­dade!
Eu sou Português e desde muito pequeno que ouço chamar ao Brasil o país irmão logo esse povo será os nossos irmãos!E daqui um abraço a todo o povo brasi­leiro sem expecção,quanto á ques­tão da crimi­na­li­dade ela é sómente uma ques­tão social e não mais que isso em minha humilde opinião.
Pois eu tenho traba­lhado por muitos países nesse mundo fora e nunca me portei mal,vou com um contracto de traba­lho que acaba por ser cumprido por duas partes!E o que por vezes não acon­tece a muitos imigran­tes que procu­ram uma vida melhor para si e para os seus e que por certas ironias tudo acaba por se reve­lar uma desilusão(contudo não estou a descul­par a violên­cia que por si só é mera­mente gratuita glauco)e um indi­vi­duo sem recur­sos por vezes sem docu­men­ta­ção e sem uma situ­a­ção está­vel sem apoio das auto­ri­da­des e sem a tal procu­pa­ção diplo­má­tica de seu país no estran­geiro leva muitas vezes ao dequi­li­brio emoci­o­nal e isso não acon­tece só com os brasi­lei­ros creio que acon­tece com todos os seres huma­nos.
E por vezes é o brasi­leiro o mais acusado por o povo portu­guês ter mais simpa­tia e então fica tanta a indig­na­ção ou seja é o bode expi­a­tó­rio da situ­a­ção!
Por outro lado há mesmo o crimi­noso que é apátrido!
muito mais have­ria a dizer fico por aqui para não vos chatear um GRANDE ABRAÇO PARA SI GLAUCO E PARA TODO O POVO BRASILEIRO DESDE PORTUGAL!(país irmão,povo irmão)

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Rui Silva disse em May 9th, 2010 em 14:58

Até que enfim encon­tro um brasi­leiro culto! O que eu posso dizer é que à 5 anos atrás respei­tava o povo brasi­leiro. Hoje como portu­guês que sou ODEIO OS BRASILEIROS! A grande maio­ria dos brasi­lei­ros em Portugal vêm direc­ta­mente das fave­las! São igno­ran­tes, pobres, crimi­no­sos, sem valo­res huma­nos, capa­zes de vende­rem o corpo por 10 euros! É triste mas é verdade, aqui a maio­ria são crimi­no­sos e pros­ti­tu­tas. Se eu consul­tar uma página de conví­vio por exem­plo no jornal Correio da Manhã e tele­fo­nar para todas as rapa­ri­gas, 90% destas pros­ti­tu­tas são brasi­lei­ras.… O crime é violento, inacei­tá­vel e por vezes até estú­pido pois até se matam entre eles por uma porca­ria de um tele­mó­vel! Tiveram a sua opor­tu­ni­dade e a maio­ria não a apro­vei­tou! Hoje os portu­gue­ses já se aper­ce­be­ram do lixo que vem do Brasil e já não perdoa! Eu cheguei a um ponto que nem o vosso sota­que consigo ouvir por pare­cer tão primi­tivo! Uma coisa é certa… Viajo muito mas faço ques­tão de NUNCA IR AO BRASIL! Mais digo que os brasi­lei­ros em Portugal deviam saber quando falam que Brazil tem um L no fim e não um U.

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Marta Santos disse em May 10th, 2010 em 08:21

Primeiro Comando de Portugal (PCP). O clone do Primeiro Comando da Capital, fundado nos anos noventa por um grupo de prisi­o­nei­ros de São Paulo, instalou-se na margem sul de Lisboa. É composto por jovens prove­ni­en­tes das fave­las brasi­lei­ras, para quem a violên­cia é um modo de vida. Têm hino no YouTube e agregam-se na inter­net, onde mostram alguns dos produ­tos do crime. Desafiam as auto­ri­da­des e congre­gam o gosto pelas armas.

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=24E76D52-2C1C-475A-8822-D0261FA977C2&channelid=00000181–0000-0000–0000-000000000181

Edivaldo Rodrigues, 20 anos. Ar de menino rebelde, às vezes assus­tado. Matou pela primeira vez aos 14 anos, repe­tiu a faça­nha aos 16. Fugiu do Brasil, foi morar para a Fonte Nova, em Setúbal.

Em Agosto assal­tou a Ourivesaria Bocage, no centro da cidade. José Correia, propri­e­tá­rio, reagiu ao ladrão. Accionou o alarme e foi morto. Edivaldo já confes­sou ter sido o autor dos dois dispa­ros que atin­gi­ram o comer­ci­ante na cabeça. José Correia esteve em coma algu­mas horas, mas não resistiu.

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Glauco disse em May 13th, 2010 em 01:13

Olá, João Jesus!

Agradeço por sua compre­en­são, por saber sepa­rar os fatos (ou FACTOS, para os portu­gue­ses ;-) ).

Muito obri­gado por seu vali­oso comentário!

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Glauco disse em May 13th, 2010 em 01:20

Olá, Zanucki.

Seu comen­tá­rio foi muito lógico, sensato. No entanto, na prática muitas vezes não funci­ona assim. Algumas pessoas asso­ciam direto uma pessoa a sua naci­o­na­li­dade, e às vezes faz uma pré-imagem dela. Uma pena: como sempre, bons pagam pelos maus.

Vale repe­tir aqui o que já escrevi no blog: isso não deve assus­tar brasi­lei­ros com inten­ção de TURISMO em Portugal. Seu país é MARAVILHOSO em todos os senti­dos, e sempre fui muito bem tratado aí. Já foram 5 viagens a seu país… e haverá muitas outras. Sou apai­xo­nado por Portugal. Já falo que tenho corpo brasi­leiro… mas alma portu­guesa. ;-)

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Glauco disse em May 13th, 2010 em 01:51

Olá, MARTA e RUI!

Seus comen­tá­rios foram “fortes”. Mas… realistas.

Acho que já deu para perce­ber que apre­cio AUTOCRÍTICA e IMPARCIALIDADE. Se minha análise for contra meu próprio povo, não tenho receio de dizer o que penso. Este post aqui no TOTH já causou polê­mi­cas, porque muitos brasi­lei­ros não me compre­en­de­ram — falta de auto­crí­tica, eu creio (não adianta ter um problema bem à nossa frente e enfiar a cabeça num buraco para fingir que o problema não existe).

Além de achar injusto o que tem acon­te­cido em Portugal, eu gosto TANTO daí que prati­ca­mente me sinto com “alma portu­guesa” — identifico-me comple­ta­mente com a cultura daí, sou um grande apai­xo­nado pelo país, pelos luga­res, pelo povo, pelos costu­mes, pela cultura, pela gastro­no­mia etc.

Considero grave, aí, o problema, e fico, sim, enver­go­nhado. Muito! É curi­oso notar como são apon­ta­dos proble­mas com brasi­lei­ros em vários outros países. Não entendo que compor­ta­mento é esse, por que tantos proble­mas! Nossa, isso me incomoda!

Não deixo de ressal­tar dois pontos impor­tan­tes nessa polê­mica (mais lenha na fogueira!):

(1) O post NÃO é uma campa­nha geral contra brasi­lei­ros — muito menos contra brasi­lei­ros em Portugal. SIM, a maio­ria dos brasi­lei­ros aí se esforça em um traba­lho honesto, contri­bui com a econo­mia, com a soci­e­dade de Portugal. Conheço muitos brasi­lei­ros aí que estão em uma vida HONESTA, DIGNA, de GRANDE ESFORÇO, e são brasi­lei­ros que me causam orgu­lho. O problema é que a parcela de “brasi­lei­ros proble­má­ti­cos” é grande demais, terrí­vel, assus­ta­dora, por isso alimenta um precon­ceito. Já argu­men­ta­ram: “Ah, mas tem tal notí­cia de um portu­guês preso no Brasil porque era trafi­cante; ah, mas um holan­dês foi preso em tal país porque…”. Sim, claro. Mas, pensando em NÚMEROS, a parte que envolve brasi­lei­ros se destaca de forma assus­ta­dora. Eis o problema.

(2) Reforço uma parte do post: os proble­mas se agra­vam aí em Portugal porque… vocês permi­tem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Desculpem-me pela since­ri­dade. Vocês “dormem” diante de um assunto gravís­simo. Por que permi­tem entrada TÃO FÁCIL de pessoas no país? Por que não filtram mais nas alfân­de­gas? Por que a polí­cia não age mais dras­ti­ca­mente??????????????????????? Isto é uma crítica cons­tru­tiva. De um apai­xo­nado por Portugal. Compreendam-me, por favor.

Toda vez que fiquei na fila da alfân­dega, no aero­porto, eu olhei para as pessoas e acho que iden­ti­fi­quei 100% das “proble­má­ti­cas”, as pessoas que — quase certa­mente — entra­riam em proble­mas aí. Tenho um “olhar clínico” incrí­vel, algo meio Sherlock Holmes. Acho que, se eu traba­lhasse lá, pelo menos uns 90% das pessoas SEM boa inten­ção seriam barra­das. Cheguei a obser­var casos EVIDENTES de bandi­dos e pros­ti­tu­tas nessas filas, então pensei que seriam barra­dos… mas… passa­ram facil­mente! Esperem aí! Que atitude é essa?! Às vezes eu vejo pessoas serem chama­das, passa­rem por breve entre­vista, mas em seguida libe­ra­das. E eu havia perce­bido, na fila, que esta­vam ali com inten­ção maldosa…

Crítica cons­tru­tiva, meus amigos: VOCÊS FACILITAM DEMAIS. E, mesmo para quem entrou no país, não agem ener­gi­ca­mente. É o caso que aponto, aqui, sobre “guar­da­do­res de carros” nas ruas. Eles já agem livre­mente aí em Portugal! Mas que histó­ria é essa?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!??!!? Todos brasi­lei­ros (pelo menos os que eu vi). Polícia passava em frente, permitia.

Ao permi­tir tantos proble­mas, logo Portugal estará como o Brasil: “guar­da­do­res de carros” serão “propri­e­tá­rios” das ruas e todo moto­rista será refém (terá que pagar para esta­ci­o­nar em plena rua); a crimi­na­li­dade estará em índices ALTÍSSIMOS, para deses­pero de todos os portu­gue­ses, que, como nós, sairão de casa sem saber se volta­rão, por causa de um assalto. Aqui, mata-se por nada, a vida não tem mais valor. Um bandido quer o seu reló­gio e então enfia uma bala de revól­ver na sua cabeça. É um faro­este. A mídia tenta vender outra imagem (a come­çar por nove­las da TV Globo, que masca­ram proble­mas e editam imagens de cida­des como o Rio para que fiquem mais “adequa­das”), mas não acre­di­tem. Cada vez que minha irmã sai à noite, por exem­plo, eu fico apavo­rado, sempre preo­cu­pado com assalto, com morte. Mas não temos o “privi­lé­gio” de temer apenas a noite: pessoas são assal­ta­das e mortas à luz do meio-dia em lugar de movimento.

Violência há em todos os luga­res do planeta? Sim, há. Mas há dife­ren­tes NÍVEIS de violên­cia. Sinceramente, não conheço, ainda, um país tão violento como o Brasil — e tão sem atitude contra a violên­cia. Todos os dias, TODOS os dias temos deze­nas, cente­nas de notí­cias assus­ta­do­ras de violên­cia, várias com mortes — mortes gratui­tas, inacre­di­tá­veis. E, se um bandido for pego, logo ele estará nas ruas, porque as leis aqui privi­le­giam a criminalidade.

Ahn? Assustados com esse quadro? Podem se acos­tu­mar: esse prova­vel­mente será o futuro de Portugal. PORQUE VOCÊS PERMITIRAM. Vocês AINDA estão num ponto em que é fácil corri­gir os proble­mas; depois, estará tudo tão enrai­zado na rotina e no poder que será prati­ca­mente impos­sí­vel corrigir.

Evidente que não me refiro a rejei­tar por completo um povo. Já disse muitas vezes. E os brasi­lei­ros hones­tos aí? E os profis­si­o­nais de grande compe­tên­cia, como médi­cos, que ofere­cem ótimos trata­men­tos a seu povo? E vive­mos na era da globa­li­za­ção; países estão inter­co­nec­ta­dos; não há como um país se isolar ou se isolar de outro (seria igno­rân­cia, e de igno­rante os portu­gue­ses não têm nada). A ques­tão é simples­mente SER MAIS RÍGIDO NA ENTRADA AO PAÍS (vejam os espa­nhóis!) e FAZER A POLÍCIA ATUAR MAIS GRAVEMENTE nesse deli­cado caso.

Acordem!

Conselho de amigo… que, para acon­se­lhar, precisa tocar em uma própria ferida — e isso dói até na alma.

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daniela disse em May 15th, 2010 em 10:39

na minha opinião o que se faz se pagar quando os portu­gue­ses conm­bra­vam subsí­dio altís­simo do Brasil ninguem recla­mava .…
e quando eles chamam os brasi­leiro de burro qual é rexpli­cão deles a crimi­na­li­dade em portu­gal não é culpa dos brasi­leiro mas de proble­mas economicos

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Zé Realista disse em May 27th, 2010 em 02:24

O que eu acho engra­çado é que os portu­gue­ses vêm falar de nós mas o governo portu­guês está implo­rando para que o Brasil invista em seu país, espe­ci­al­mente neste momento em que Portugal está lite­ral­mente falido.

Vejam!

http://economia.publico.pt/Noticia/brasil-e-portugal-um-encontro-de-interesses-entre-paises-desiguais_1437466

Como sabe­mos, Portugal é o país mais atra­sado da Europa, vivendo basi­ca­mente dos subsí­dios da UE (uma espé­cie de esmola que eles rece­bem anual­mente de Bruxelas para deixa­rem de ser o país mais atra­sado do continente).

Se o Brasil é isso que eles dizem, porque tantos portu­gue­ses emigram pra cá? Pq quase todo boteco e quase toda pada­ria tem um portu­guês aqui? Pq eles implo­ram pelos nossos inves­ti­men­tos? A EMBRAER acabou de montar uma grande fábrica de aviões lá, a Petrobrás está comprando a compa­nhia de petró­leo deles, a CIMPOR (a maior cimen­teira do país) foi comprada por empre­sas brasi­le­rias, etc, etc.

Do que se queixam?

E desculpe, mas dizer de que igno­rante eles não têm nada é desco­nhe­cer o que são.

Concordo com quem diz que se há porca­ria por lá é porque eles deixam entrar. Não querem? Impeçam! Aqui muitos crimi­no­sos portu­gue­ses também buscam refú­gio e muitos são expul­sos, também. Sejam compe­ten­tes e façam o mesmo!

Abraços a todos e desculpe se ofendi alguém, mas é a pura realidade!!!

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Glauco disse em June 4th, 2010 em 23:27

Oi, “Zé Realista”!

De maneira nenhuma você “ofen­deu”. É a sua opinião — e você tem o DIREITO de expressá-la. Respeito totalmente.

Obrigado e um abraço! :-)

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Clarissa disse em July 9th, 2010 em 15:15

Parabéns pelo texto. Também já estive no exte­rior algu­mas vezes e, SEMPRE que via alguém, no meu caso, turis­tas, fazendo coisas erra­das, proi­bi­das ou falando alto e inco­mo­dando as pessoas na rua, eram brasi­lei­ros!! Morria de vergo­nha! Sem falar nas milha­res de saco­las de compras que carre­gam! Já é hora do nosso povo parar de achar que todo mundo ama os brasi­lei­ros e parar de achar que o “jeiti­nho brasi­leiro” é uma coisa boa. Precisam é come­çar a se compor­tar de maneira civi­li­zada no exte­rior e AQUI também!

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Modestaopinião disse em July 26th, 2010 em 13:00

Essa maté­ria se resume em uma opinião!
Se anda acon­te­cendo “coisas” em Portugal o defeito a culpa é da soci­e­dade portu­guesa!
Não se pode discri­mi­nar e margi­na­li­zar pessoas e pensar que não ter consequên­cia!
O que eu entendi sobre esse arti­culo foi uma pessoa expres­sando sua opinião pessoal e apon­tando a grupo… (por exemplo)“guardadores de carros” acusado-os de margi­nais.
Antes da chegada de brasi­lei­ros não exis­tia pessoas crimi­no­sas em Portugal?
Eu pesso­al­mente acho que o governo portu­guês deve­ria se respon­sa­bi­li­zar e inte­grar tais cida­des na sociedade…Controlar que tipo de pessoas( patrões) estão a explo­rar a mão de obra “barata” de estran­gei­ros!
O que eu li aqui foi uma generalização…“os brasi­lei­ros” isso e aquilo!
E não adianta escre­ver “mas existi os bons” porque, você que escre­veu esta maté­ria já dani­fi­cou a repu­ta­ção dos bons tambem!
Sempre vai exis­tir pessoas crimi­no­sas inde­pen­dente de raças, nações ou clas­ses soci­ais!
Minha opinião é que isso é resul­tado das discri­mi­na­ção dos portu­gue­ses e a desor­dem é a revolta dos estran­gei­ros e um protesto contra as injus­ti­ças em Portugal e se o governo não agirem rápido e resol­vendo a situ­a­ção do estran­gei­ros dando direi­tos iguais e huma­nos para essas pessoas…Portugal vai ter proble­mas!
Os imigran­tes estão lá e não vão desa­pa­re­cer… que o governo portu­guês cuide da situ­a­ção dos estran­gei­ros e controle os explo­ra­do­res “portu­gue­ses” de mão de obra barata!
E não se pode esque­cer a explo­ra­ção de mulhe­res estran­gei­ras em Portugal (sem generalização)

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Modestaopinião disse em July 26th, 2010 em 13:05

Gotemburgo 26/7–2010
Essa maté­ria se resume em uma opinião!
Se anda acon­te­cendo “coisas” em Portugal o defeito a culpa é da soci­e­dade portu­guesa!
Não se pode discri­mi­nar e margi­na­li­zar pessoas e pensar que não ter consequên­cia!
O que eu entendi sobre esse arti­culo foi uma pessoa expres­sando sua opinião pessoal e apon­tando a grupo… (por exemplo)“guardadores de carros” acusado-os de margi­nais.
Antes da chegada de brasi­lei­ros não exis­tia pessoas crimi­no­sas em Portugal?
Eu pesso­al­mente acho que o governo portu­guês deve­ria se respon­sa­bi­li­zar e inte­grar tais cida­des na sociedade…Controlar que tipo de pessoas( patrões) estão a explo­rar a mão de obra “barata” de estran­gei­ros!
O que eu li aqui foi uma generalização…“os brasi­lei­ros” isso e aquilo!
E não adianta escre­ver “mas existi os bons” porque, você que escre­veu esta maté­ria já dani­fi­cou a repu­ta­ção dos bons tambem!
Sempre vai exis­tir pessoas crimi­no­sas inde­pen­dente de raças, nações ou clas­ses soci­ais!
Minha opinião é que isso é resul­tado das discri­mi­na­ção dos portu­gue­ses e a desor­dem é a revolta dos estran­gei­ros e um protesto contra as injus­ti­ças em Portugal e se o governo não agirem rápido e resol­vendo a situ­a­ção do estran­gei­ros dando direi­tos iguais e huma­nos para essas pessoas…Portugal vai ter proble­mas!
Os imigran­tes estão lá e não vão desa­pa­re­cer… que o governo portu­guês cuide da situ­a­ção dos estran­gei­ros e controle os explo­ra­do­res “portu­gue­ses” de mão de obra barata!
E não se pode esque­cer a explo­ra­ção de mulhe­res estran­gei­ras em Portugal (sem generalização)

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Caio disse em July 26th, 2010 em 13:27

Os portu­gue­ses imigra­ram para o Brasil primeiro,e tem muitos envol­vi­dos com crimi­na­li­dade também,aliás boa parte desses brasi­lei­ros que vivem lá,são pessoas de dupla-nacionalidade,simplesmente faça o seguinte cortem as rela­ções dos dois países,mandamos os portu­gue­ses de volta e vcs mandam os brasi­lei­ros e ponto final.

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Jorge disse em August 5th, 2010 em 22:42

Saudações a todos os presen­tes!
Sou portu­guês e, antes de mais, quero enviar os meus mais since­ros elogios ao autor deste ‘site’, o Glauco. Análise neutra, correcta, erudita e agra­dá­vel de ser acom­pa­nhada !
Pessoalmente, gostei muito de visi­tar o Brasil (duas vezes) e do povo Brasileiro em geral, apesar de já ter vivido direc­ta­mente proble­mas sérios com alguns Brasileiros resi­den­tes na Europa. É de facto um tópico complexo, pois é da natu­reza humana extra­po­lar para o todo, casos concre­tos que (nós como indi­ví­duos) vive­mos com deter­mi­nado grupo (no caso naci­o­na­li­dade) de pessoas.
O teste­mu­nho que posso deixar aos Brasileiros que leiam o que acabo de escre­ver, é que não há país ou povo algum no mundo que sinta tanta afini­dade e cari­nho para com o Brasil e os Brasileiros como são o caso de Portugal e os Portugueses, respec­ti­va­mente. As razões são eviden­tes. Não preci­sa­ria de enume­rar, mas nunca é de mais lembrar. Elas são histó­ri­cas, huma­nas, linguís­ti­cas, enfim, são laços de sangue e de sécu­los de união a vários níveis. Lamento que nos últimos ~15 anos a imagem posi­tiva dos Brasileiros em Portugal se venha a degra­dar fruto de alguma péssima emigra­ção. Basta ir a Portugal e ver a quan­ti­dade imensa de casos de pros­ti­tui­ção envol­vendo cida­dãs do Brasil, por exem­plo. Para muitos portu­gue­ses distraí­dos pode ficar a ideia (absurda!) que no Brasil todas as mulhe­res se pros­ti­tuem. E aí cabe-nos a nós fazer a devida distin­ção e às auto­ri­da­des de Portugal e Brasil pôr cobro a essa situ­a­ção que põem em causa o bom nome e a digni­dade da mulher Brasileira.
Algo que não entendo é a ideia recor­rente de alguns Brasileiros de que Portugal é um país “atra­sado” no contexto Europeu. Só posso acei­tar isso como comen­tá­rios de “má fé” e a corro­bo­rar o verda­deiro precon­ceito (ironi­ca­mente injusto!)do “Português-burro” que existe no Brasil. Olhando a factos (e sinto-me habi­li­tado como Professor de Economia nos EUA), a Europa possui cerca de 50 nações (apro­xi­ma­da­mente meia centena, portanto!) sendo Portugal um dos quinze (15) países mais desen­vol­vi­dos. Sim, econo­mi­ca­mente, desse Grupo dos 15 é o 14º! Mas ser o 14º em 50 países Europeus será mau?!!!! Além do mais há vari­a­dís­si­mos parâ­me­tros, nome­a­da­mente “quali­dade de vida”, onde Portugal se encon­tra melhor posi­ci­o­nado que muitos dos países do Grupo dos 15!
Concluindo, há que se ser mais rigo­roso quando fala­mos das reali­da­des de um lado e outro do Atlântico, para que se possa com boa fé perce­ber como todos pode­mos contri­buir para melho­rar as rela­ções irmãs Luso-Brasileiras.

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Mari disse em August 9th, 2010 em 16:54

Esses proble­mas que ocorre em Portugal e outros países desen­vol­vi­dos por conta da chegada de imigran­tes são decor­ren­tes da desi­gual­dade social inici­ada há muitos anos.

Hoje; depois de sécu­los e sécu­los de depen­dên­cia, humi­lha­ções e explo­ra­ções; o fruto dessa pobreza e misé­ria vem cobrar o que lhes falta.

Eu, com hones­ti­dade, não me enver­go­nho (nem me orgu­lho) por conta desses casos narra­dos. A violên­cia é um problema social, e acho que todos nós preci­sa­mos admi­tir que os países subde­sen­vol­vi­dos não são os únicos respon­sá­veis por ele.

Já vi muitos euro­peus andando ao lado de adoles­cen­tes com menos de 14 anos em praias nordes­ti­nas aqui do Brasil. Já ouvi casos de meni­nos com menos de 6 anos de idade satis­fa­zendo sexu­al­mente esses tipos de “turis­tas”. Fico revol­tada com esses fatos, o sangue sobe as minhas veias e também fico muito tentada a soltar os piores comen­tá­rios xenófobos.

O inte­res­sante, é que enquanto há brasi­lei­ros se enver­go­nhando e pedindo descul­pas, não vejo nenhum euro­peu lamen­tando esse tipo de compor­ta­mento dos seus compa­tri­o­tas em terras estrangeiras.

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Mari disse em August 9th, 2010 em 17:34

Para provar que não estou mentindo:

http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=54525

Está aí o outro lado da moeda.

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Mari disse em August 10th, 2010 em 08:40

Basta ir a Portugal e ver a quan­ti­dade imensa de casos de pros­ti­tui­ção envol­vendo cida­dãs do Brasil, por exem­plo. Para muitos portu­gue­ses distraí­dos pode ficar a ideia (absurda!) que no Brasil todas as mulhe­res se prostituem.”

Eu não havia lido o comen­tá­rio do Jorge acima e preciso comen­tar essa passagem.

Os portu­gue­ses distraí­dos que dizem que todas as brasi­lei­ras são pros­ti­tu­tas são os mesmos que se refe­rem aos negros afri­ca­nos como selva­gens, e os mesmos que tratam pessoas de países caren­tes com o desprezo. Me desculpe a inde­li­ca­deza, mas isso não é distra­ção. É estupidez.

Nós brasi­lei­ros somos parci­al­mente respon­sá­veis por essa imagem das nossas mulhe­res, mas o este­reó­tipo já era nascido há muitos séculos.

Se você procu­rar textos e repro­du­ções da época de colo­ni­za­ção, vai ver vários euro­peus viajan­tes rela­tando a suposta sensu­a­li­dade e exotismo dos nossos indí­ge­nas e dos negros afri­ca­nos. Qualquer pessoa que se dispõe a pesqui­sar esse assunto com um pouco mais de profun­di­dade, sabe que a nudez para esses dois grupos era perfei­ta­mente natural.

Quem colo­cou o este­reó­tipo de “raças” selva­gens, insa­ciá­veis, sensu­ais, exóti­cas e primi­ti­vas da pele escura foram vocês euro­peus!
Se parte desses grupos se apro­vei­tou desse este­reó­tipo idiota, foi por uma ques­tão de sobrevivência.

E infe­liz­mente vocês conti­nuam assim: provin­ci­a­nos, euro­cên­tri­cos, retró­gra­dos e inca­pa­zes de supe­rar essa visão colo­ni­a­lista. É claro que exis­tem suas exce­ções, mas a maior parte corres­ponde perfei­ta­mente a minha descrição.

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Rui Franco disse em August 27th, 2010 em 07:00

A imigra­ção brasi­leira para Portugal teve diver­sas fases e em todas elas o tipo de pessoas que para cá vieram foi dife­rente. A atual fase é a pior porque é composta por pessoas de extrato social mais baixo e que, conse­quen­te­mente, trazem os defei­tos próprios de quem tem menos educa­ção e cres­ceu em ambi­en­tes menos “saudá­veis”. Há dez, quinze anos atrás, falava-se de imigran­tes BR a propó­sito dos dentis­tas, progra­ma­do­res infor­má­ti­cos, publi­ci­tá­rios e músi­cos. Depois, vieram os pasto­res evan­gé­li­cos, as astró­lo­gas e os trei­na­do­res de giná­sio. A seguir, come­ça­ram a vir as pros­ti­tu­tas e os empre­ga­dos de café/restaurante. E, final­mente, a maior vaga, com traba­lha­do­res da cons­tru­ção civil e empre­ga­das de limpeza. Omito os joga­do­res de fute­bol porque sempre anda­ram por aí.

Houve sempre histó­rias à volta de alguns destes grupos, nome­a­da­mente de muitas pessoas burla­das por astró­lo­gas e, claro, de toda a gente arras­tada para a cren­dice funda­men­ta­lista dos evan­gé­li­cos. Já nos bastava a Igreja Católica para tapar os olhos às pessoas, certa­mente que não neces­si­tá­va­mos de mais “reli­giões” por cá…

O crime violento com brasi­lei­ros surgiu nesta última fase (a dos traba­lha­do­res braçais). Enquanto as polé­mi­cas anda­vam à volta dos dentis­tas (que, efeti­va­mente, pela mais curta dura­ção dos seus cursos, faziam concor­rên­cia desleal aos naci­o­nais que eram obri­ga­dos a estu­dar mais anos), a coisa não azedou. As astró­lo­gas faziam rir porque toda a gente se ri de um papalvo que é enga­nado. Nos evan­gé­li­cos, só acre­di­tava quem queria e, das pros­ti­tu­tas, só era cliente quem tivesse inte­resse nisso.

Mas o nível cultu­ral baixou, baixou muito. E, natu­ral­mente, o cada vez maior número de imigran­tes come­çou a levar à noção de comu­ni­dade e a maio­res difi­cul­da­des de inte­gra­ção. Mas isto tem a ver, sobre­tudo, com este pessoal mais recente e não com os mais antigos.

Posso dizer-vos que, durante uns bons anos, o publi­ci­tá­rio mais conhe­cido do país era o Edson Athayde.

Arrumadores de auto­mó­veis brasi­lei­ros, nunca vi! Esse fenó­meno sempre se alimen­tou de portu­gue­ses vici­a­dos em droga e, agora, de imigran­tes da Europa de Leste, sem trabalho.

O facto é que, neste momento, a maior parte das pessoas tem má opinião dos brasi­lei­ros e, por oposi­ção, boa dos euro­peus de Leste (embora também haja quei­xas). De um modo geral, aquela ideia de que a língua é um fator de apro­xi­ma­ção esbateu-se perante inúme­ras histó­rias de gente que levanta proble­mas. Ainda hoje o Ministério Público agiu contra um grupo crimi­noso de 26 indí­ví­duos (brasi­lei­ros, prati­can­tes de ju-jitsu, malta de giná­sio e músculo) que anda­vam montando um esquema de “segu­rança” coer­civa em muitas disco­te­cas da área de Lisboa. Isto choca as pessoas!

Esta última vaga de imigran­tes, cuja imagem típica é o chinelo enfi­ado no dedo, as mulhe­res com a barriga de fora e os homens de boné e cami­sola sem mangas vem engros­sar as filei­ras da nossa própria popu­la­ção que mais criti­cada é pelo seu pouco civismo. Logo, as pessoas vêem, hoje, no brasi­leiro, alguém que não contri­bui para a melho­ria da soci­e­dade. Esta visão ainda é ajudada pelo “mito” de que os euro­peus de Leste apren­dem Português num instante e não chateiam (o que, em grande medida, é verdade).

A ques­tão do ruído provo­cado pelos brasi­lei­ros é verda­deira. Eles não são os únicos, obvi­a­mente mas, o que acon­tece é que, quando alguém aluga um apar­ta­mento a um destes imigran­tes mais recen­tes, já sabe que, passada uma semana, ele suba­lu­gou os quar­tos a outros compa­tri­o­tas e, uma casa que devia levar uma pessoa, está com seis! Naturalmente, seis pessoas que convi­vem, que falam, que comem e bebem em regime de festa, etc… Sim, há muitos casos de indi­ví­duos que fazem festas até às tantas da noite, borrifando-se para quem está à volta. Sim, há muita gente que faz chur­ras­cos sem se preo­cu­par com os vizi­nhos. Sim, há muita gente que está dema­si­ado tempo de cerveja na mão na rua. E isso são compor­ta­men­tos que a classe média gosta­ria que desa­pa­re­ces­sem. Em vez disso acon­te­cer, rece­be­mos milha­res de pessoas que os repro­du­zem e que, quando contron­ta­das com os seus compor­ta­men­tos, imedi­a­ta­mente entram numa onda de agres­si­vi­dade xenó­foba contra o país de acolhi­mento. Basicamente, chamar a aten­ção a um brasi­leiro é dose!…

Quanto à pros­ti­tui­ção, posso dizer que já vivi numa rua de Lisboa (Conde Redondo) que toda a vida foi conhe­cida por ser uma zona de pros­ti­tui­ção, sobre­tudo de traves­tis. A dife­rença, agora, é que toda essa “classe profis­si­o­nal” é brasi­leira. E a situ­a­ção repete-se um pouco por todo o país, nome­a­da­mente nos bordéis. Operações poli­ci­ais com prisão de brasi­lei­ras é coisa comum. Os anún­cios no jornais e na inter­net, também. E até os pros­ti­tu­tos se quei­xam da concor­rên­cia desleal!…

Portanto, a imagem que o Brasil tem hoje em dia é essa. Quando há uns tempos cons­tou que os brasi­lei­ros já eram o maior grupo de turis­tas em Portugal, a reação de muita gente foi de incre­du­li­dade porque eles não se notam (prova­vel­mente submer­sos num mar de compatriotas).

De um modo geral, o Brasil perdeu o crédito que por cá tinha. Nos anos 80, sobre­tudo, toda a gente nutria um cari­nho pela imagem do Brasil. As salas de espe­tá­cu­los enchiam para ver os vossos artis­tas (e o público era todo portu­guês), as pessoas torciam pela Canarinha, as expres­sões das tele­no­ve­las eram repe­ti­das com humor, a ideia do “povo-irmão” era geral. Esse capi­tal de cari­nho foi-se perdendo com o choque da imigra­ção e, também, com o cres­cente conhe­ci­mento da soci­e­dade brasi­leira e a cons­ci­en­ci­a­li­za­ção de que o cari­nho não era recí­proco e de que o Brasil tinha erguido uma mura­lha de precon­ceito que nos impe­dia, por exem­plo, de vender um disco que fosse de qual­quer artista pop português.

Hoje, se por um lado se assiste, nome­a­da­mente junto das pessoas menos “frias”, a uma verda­deira xeno­fo­bia em rela­ção aos brasi­lei­ros (que, ironi­ca­mente, até acaba por ter alguma justiça — apesar de ainda não termos chegado ao cúmulo de inven­tar e insti­tu­ci­o­na­li­zar anedo­tas sobre brasi­lei­ros), por outro, instala-se uma espé­cie de frieza que nos faz ver que, do Brasil, só inte­ressa aquilo que possa dar dinheiro.

É pena, é muita pena…

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Vitória Feitosa disse em September 3rd, 2010 em 14:49

Olá Glauco, para­béns pela escrita. Concordo plena­mente com o que falas.
Morei 3 anos e meio em Lisboa, fui casada c portu­guês e quando lá cheguei não havia tanto essa violên­cia. É muita pena e tb sinto enorme vergo­nha por toda essa situ­a­ção, as pessoas deve­riam ver o outro lado da moeda p depois sairem criti­cando q o povo portu­guês é precon­cei­tu­oso. Claro que a mulher é quem sofre mais precon­ceito, sei disso pq vivi la. Não vou gene­ra­li­zar e dizer que todos os portu­gue­ses falam mal dos brasi­lei­ros pq n é verdade. Devido a sua histó­ria e cultura é um povo polido, educado. Adoro Portugal, conheço várias cida­des desde Lisboa ao Porto, Algarve e cida­des meno­res, vilas, etc e sempre fui bem tratada.
Respeito é uma mão de via dupla. E temos que ter a cons­ci­ên­cia que se esta­mos num outro país somos nós que temos que nos adap­tar­mos a eles e não querer mudá-los. E isso vale para qual­quer imigrante em qual­quer lugar do mundo!

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