[Republicação. Post revisto e ampliado devido ao grande número de visitas.]

Templo de Hatshepsut (Egito): uma ótima noção da GRANDIOSIDADE do local. Mesmo olhando ao vivo, é difícil acreditar nos próprios olhos. Ao fundo, a rampa citada no texto; à direita, de costas, meu ótimo guia, o arqueólogo Ahmed.
Em 2008, ataques terroristas na Índia chamaram a atenção de todo o mundo. E me fizeram pensar no Egito, que, infelizmente, também é vítima desse tipo de barbaridade.
A economia do Egito depende muito do turismo, que chega a render mais de 6 bilhões de dólares por ano. É por isso que os terroristas, para desestabilizar o governo, gostam de usar o turismo como alvo. O período 1990-1997 foi especialmente violento; depois, a situação melhorou.
Estive no Egito em 2008. Foi a realização de um GRANDE sonho. A véspera da viagem teve certa ansiedade, porque era impossível não pensar em terrorismo. Comecei a me preparar para esquecer essa idéia quando estivesse lá, ou não ia apreciar a viagem. Para minha sorte, foi uma viagem tão deslumbrante que praticamente não pensei nisso, mesmo quando visitei o cenário de um dos ataques mais sangrentos da história do país: o Templo de Hatshepsut (fotos).

A fantástica estátua no meio é o mais valioso de todos os achados arqueológicos: uma réplica do poderoso faraó Glaucokamon.
OK. Mas quem foi Hatshepsut (esse nome pouco popular no Brasil)? E vale a pena visitar o famoso templo, apesar da violência já registrada lá?
Ela (sim, mulher) governou o Egito em 1500 a.C., muito antes da famosa Cleópatra. Foi a única mulher-faraó do Antigo Egito. Teve até cetro e barba (postiça, claro!), símbolos da majestade. Sua maior obra foi o espetacular templo que fica bem próximo ao Vale dos Reis (sobre o qual também escreverei), em Luxor. Com certeza vale a visita! Com certeza! (Publicarei, aqui no TOTH, um post especial sobre uma visita ao templo: o que se vê, como é o caminho, o que existe lá dentro, quais as emoções.)
Como foi o ataque terrorista?
Ocorreu em 1997 — o último ataque gravíssimo no país. Foram mortos 58 turistas (a maioria da Suíça) e 4 egípcios, a tiros e facadas. Os criminosos chegaram disfarçados de turistas. Parados na única rampa de acesso ao nível superior do templo, começaram a praticar tiro ao alvo. Alguns turistas caíam e tinham a garganta cortada. Uma suíça sobreviveu — com tiros nas pernas e nos braços — porque se sujou com o sangue de vítimas de seu grupo de viagem que haviam caído ao lado, e então se fingiu de morta.

Visão lateral no plano superior. Um guarda observa... mas também está interessado em tirar fotos para/com turistas, para ganhar gorjeta... (Falarei aqui no blog sobre as famosas gorjetas — baksheesh.)
Depois de mais de meia hora de terror (e nada ainda de polícia…), os terroristas desceram a rampa e seqüestraram um ônibus. Dizem que a intenção era seguir até o Vale dos Reis (onde está, por exemplo, a tumba de Tut Ankh Amun), para dar seqüência à barbárie. Então, houve tiroteio com a polícia, finalmente no local, e os terroristas ainda se depararam com centenas de moradores do povoado, que bloqueram o caminho para evitar uma tragédia também no Vale dos Reis. Alguns terroristas foram mortos; não há dados concretos sobre quantos fugiram.
Depois disso, o turismo naufragou nas areias do país, deixando em desespero a população da região de Luxor, que precisa dos turistas para viver. São vítimas inocentes do terrorismo, como nós, turistas.
A situação já melhorou. O turismo no Egito cresce cada vez mais. Luxor está lotado de turistas todos os dias. Para mim, em todos os momentos e em todos os sentidos, foi uma viagem espetacular — tanto que ainda parece sonho que realmente estive lá e vi tudo aquilo, toda aquela rica História em cada centímetro quadrado do país.
O terrorismo infelizmente é uma realidade que os turistas enfrentam, inclusive em países desenvolvidos, como Inglaterra, Espanha e Estados Unidos. O que fazer? Deixar de viajar? Nunca!
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10 usuários com resposta neste post
Glaucokamon!Vc é um espetáculo até de estátua!rsrsrsr.
O terrorismo é uma ameça constante, mas graças a Deus sua viagem foi tranquila.Muito legal as informaçoes sobre Hatshepsut.Temos tanto ainda a aprender com a história antiga!
Que legal. E eu achava que Cleopatra era a única mulher no comando por lá…
Ricardo, RJ
Hat o que???????????
Minha nossa , vivendo e aprendendo!
Fernando Mag. (Paraná – Curitiba)
[[ RESPOSTAS ]]
Albani: GLAUCOKAMON foi o maior, mais poderoso e melhor de todos os faraós! Não sabia?
Ricardo: a história do Antigo Egito vai MUITO além de Cleópatra e Tutankamon. Estes são apenas os mais populares. Aliás, “conheci pessoalmente” Tutankamon. O corpo estava lá exposto no Vale dos Reis. Foi emocionante! Aquele era *O* Tutankamon! Claro, escreverei sobre isso aqui no blog.
Fernando: você não imagina quantas surpresas o Egito nos reserva!
)
GLAUCO
[RESPOSTAS]
Na história que estudei, esqueceram de me apresentar o Glaucokamon!rsrsrsr.Agora, como acredito em reencarnação vc pode ter sido um dos faraós que governaram o baixo ou o alto Egito!
Um grande abraço!
[[ RESPOSTA ]]
Albani, será que fui Tutankamon e, ao ver esse faraó pessoalmente, eu vi o meu antigo eu???
GLAUCO
PS: Talvez você tenha sido Cleópatra. O grande sonho de Hawass, o mais famoso arqueólogo de lá, é encontrar essa rainha. Por que você não vai lá contar onde está seu ex-corpo?
[RESPOSTA]
Oi Glauco!Eu estou mais p/ escrava de Cleópata.Graças a misericódia Divina não lembramos quem fomos, para que possamos contruir melhor uma nova trajetória.Já dizia Shakespeare:”Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que imagina nossa vã filosofia”
Vai saber se nesse anfiteatro que é a vida não já migramos pelo Egito antigo.
Um abraço!
Olá, meu grande faraó!
Adorei a repostagem!
Se queres prever o futuro, estuda o passado.
Confucio
Conta-me o teu passado e saberei o teu futuro.
Confúcio
abraço, Glaucokamon!
Aquele que não prevê as coisas longínquas expõe-se a desgraças próximas.
Confúcio
PS!Esses terroristas, não conhecem a gravidade do mal que semeiam.
[...] o post “O fabuloso Egito e suas incríveis pirâmides“. Vejam também o post “Egito e Índia: terrorismo“. Os dois se basearam em notícias daquelas [...]
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