Há um problema no ar (literalmente): muitas companhias aéreas não costumam disponibilizar equipamentos de emergência médica nas aeronaves. A falta de algo básico como um desfibrilador pode ser a diferença entre a vida e a morte de um passageiro — ou de alguém da tripulação.
Já parou para pensar em quantas notícias surgem todos os anos sobre pessoas que passam mal durante voos? Volta e meia aparecem críticas sobre falta de aparelhos e de imperícia da tripulação para lidar com o problema. (Não considero isso culpa de ninguém da tripulação. A falha está na companhia aérea, que erra ao não oferecer o adequado.)
Anteontem, a imprensa divulgou o caso de um homem que morreu de parada cardíaca num voo Belo Horizonte-Lisboa. Oooooooooook, trata-se de um caso à parte, porque a morte foi consequência de overdose de cocaína. Ele era “mula”: havia engolido várias cápsulas da droga para transportá-la clandestinamente. Uma cápsula se rompeu e… bem, o resto você já imagina.
Mas e se fosse outra pessoa passando por isso devido a causas naturais? E se ela precisasse de massagem cardíaca? de desfibrilador? de respiração artificial? Infelizmente, não conte sempre com isso nas aeronaves. Absurdo: tudo isso deveria ser obrigatório.
No post “Médica nas alturas” (clique depois para ler), publicado aqui no TOTH, eu conto o “emocionante” caso que vivi em um voo São Paulo-Amsterdã (Holanda). Um inglês de 30 anos passou mal no meio do voo. O comandante pediu um médico com urgência. Minha irmã estava comigo. Ela é cardiologista — ótimo, porque era um problema relacionado. No final, deu tudo certo, mas minha irmã não deixou de dar uma “bronca” por não haver equipamentos básicos como desfibrilador. O avião estava no meio do oceano. Onde pousaria para emergência? E se o moço precisasse de algo mais sério? E se não houvesse médico a bordo? A companhia aérea era a ótima (em todos os sentidos) holandesa KLM, mas mesmo assim deixou essa preocupação no ar — de novo, literalmente. (Já publiquei também sobre a KLM. Clique aqui depois.)
Preocupante, não?
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O citado post “Médica nas alturas” eu publiquei em um 18 de outubro, Dia do Médico, em homenagem à minha irmã, ótima médica. Hoje, 10 de janeiro, trago o assunto de volta porque, além de merecer entrar em discussão de novo, devido à seriedade, é aniversário da minha irmã — por isso, mais uma vez, um dia especial para nós.
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8 usuários com resposta neste post
Oi amigo!Envio, feliz aniversa´rio pra sua irmã.Deus a fortaleça a iluminando na bela missão de médica.
Infelizmente esses equipamentos necessa´rio não encontramos na maioria das companhias áreas.
bjs e um forte abraço a sua irma Estela.
Albani
Oi Glauco!
Neste tema, assisti uma situação esquisita num vôo de Atenas para Chaniá. A tripulação comunicou que um passageiro estava passando mal e perguntou se havia algum médico a bordo. Os dois passageiros a minha frente conversaram rapidamente e depois de alguma discussão, um deles começou a acenar para a comissária. O amigo dele, ao lado, era médico (o que ficou quieto). Se o cara estivesse sozinho talvez não tivesse ajudado! Parabéns a tua irmã!
Oi, Albani!
Obrigado! E passarei a ela suas palavras.
GLAUCO ~ TOTH
Olá, Rodrigo!
Obrigado por compartilhar a história conosco.
Minha irmã foi mesmo corajosa — e prontamente disposta a ajudar.
Posso saber qual foi essa companhia aérea? Só curiosidade. Pois já viajei por uma companhia grega: a Aegean (rota Cairo-Atenas).
GLAUCO ~ TOTH
Oi Glauco!
Foi a Aegean. Das companhias aéreas que viajei recentemente, é a melhor de todas. É também a que mais viajei nos últimos dois anos. Algumas vezes o atendimento é meio enrolado mas tudo se resolve (estilo grego).
Boa parte das aeronaves são novas e a maioria tem pelo menos o interior em excelente estado. O serviço de bordo é bem educado. Já quebraram três malas minhas e sempre arrumaram ou trocaram por uma nova.
Frequentemente eles têm promoções para vários destinos. Se não há diferença e preço dou preferência para Aegean mesmo para destinos fora da Grécia.
Glauco, feliz pela homenagem ‘merecida’ à sua irmã.
Você é mesmo um irmão nota mil.
Rodrigo, obrigado por responder. Também gostei da Aegean. Tive uns probleminhas no check-in, com atendentes mal-educados, mas tudo bem. No geral, eu gostei e viajaria de novo por ela.
Aconteceu uma coisa curiosa durante aquele voo Cairo-Atenas. A meu lado estava um senhor grego com um notebook. Ele maltratava TANTO o coitado do notebook que dava dó! Eu acabava rindo! Virava pra baixo, fechava a tampa com força, mexia com as mãos sujas… Pra coroar a cena, quando ele recebeu o lanche do voo a hist’ria ficou ainda mais cômica: ele apoiou tudo (até líquido!) em cima do computador! Você compraria um dele de segunda mão? ahahah
Acabou sendo a minha diversão durante o voo!
GLAUCO
[...] Leia também: Falta de estrutura para socorro médico em aviões. [...]
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