O Google finalmente liberou o recurso push para o Gmail. Com essa maravilha de tecnologia, seu smartphone imediatamente é notificado quando chega novo e-mail em sua conta.
No modo padrão, seu aplicativo de e-mail verifica, periodicamente (a cada 5 minutos, 15, 60…), se há mensagens novas. Muitas vezes, verifica à toa, pois não há nenhuma novidade na conta. E vamos supor que ele esteja configurado para verificar uma vez por hora. Ele verifica agora mesmo e, daqui a cinco minutos, chega uma mensagem importante que você está esperando. A não ser que verifique antes, manualmente, só daqui a 55 minutos você saberá da chegada dessa mensagem.
Com o push, o aplicativo de e-mail não precisa ir atrás das mensagens; elas é que vêm até ele automaticamente. O sistema funciona ao contrário: de lá (o servidor de e-mail) para cá (seu smartphone). É como se, ao receber um e-mail, o servidor dissesse imediatamente a seu smartphone: “Ei, acorde, acaba de chegar novo e-mail, alerte o seu dono agora mesmo”. Se chegar outro e-mail um minuto depois, haverá novo aviso. Se mais um chegar trinta segundos depois, mais um aviso. Tudo imediato, dinâmico.
Por enquanto, o Google liberou o push para iPhone e para modelos com o Windows Mobile. (Clique nesses links para ver páginas de instruções de configuração — em inglês.)
Os usuários de iPhone, especialmente, estão animados. Na Internet, páginas sobre o assunto multiplicaram-se aos milhares de ontem para hoje. Festa! O Google fez um ótimo trabalho. Realmente. Tiro o chapéu para o Google. Mas… será que, na prática, o uso do recurso é viável em iPhone?
Infelizmente, temos três motivos para duvidar dessa festa:
No iPhone, tela para adicionar conta. O push do Gmail entra pelo primeiro item, Microsoft Exchange.
(1) A BATERIA DO iPHONE (mesmo a do 3GS) É PÉSSIMA
Falando no popularzão, “e bota péssimo nisso”. Considero a pior bateria entre todos os smartphones.
Push faz o aparelho consumir mais energia. É um recurso que se dá muito bem em outros modelos, como os da linha BlackBerry, com boas baterias e ótimo gerenciamento de energia — itens que ainda faltam ao iPhone. Ativei ontem o push em meu iPhone, para usar o Gmail. Apesar de não ter usado muito o aparelho e de ter diminuído drasticamente o brilho da tela, a bateria durou… ahn… 15 horas. O dia tem 24 horas, lembra?
Eis uma das grandes razões por que o iPhone ainda não é muito indicado para uso profissional — apesar de melhorias implementadas pela Apple nos últimos meses.
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(2) O PUSH DO iPHONE AINDA ENFRENTA INSTABILIDADES
Minhas experiências com o push no iPhone ainda não foram satisfatórias. A situação não melhorou nem depois da atualização do sistema operacional para a versão 3.1.
O objetivo do push é produzir alertas imediatos, mas chego a ter alertas HORAS depois. Isso aconteceu (acontece) com alguns aplicativos, principalmente os de bate-papo. No entanto, desde ontem, com o Gmail em push, não houve atraso nenhum. Tudo correu perfeitamente. Será sempre assim? Os problemas de antes ainda me deixam assustado. Se continuar como está para o Gmail, darei nota 10 — talvez 11.
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(3) A PAVOROSA QUALIDADE DAS OPERADORAS DE TELEFONIA FECHA O CERCO
Há três dias, por coincidência, tenho usado o iPhone mais em conexão por Wi-Fi. Uma conexão estável, boa (pela ótima Link Express, em Brasília). E quando eu depender mais da conexão pelo plano de dados da minha operadora? De quantas cartelas de Aspirina e de Lexotan eu precisarei?
Evidentemente, o aparelho precisa de conectividade para o push funcionar. Todos sabemos que as conexões pelas operadoras de telefonia aqui no Brasil são muito ruins (até que eu estou bonzinho, por isso agora só digo “muito ruins”). A cobertura 3G é indecente. Sem 3G, o usuário acaba em conexão EDGE, muito mais lenta (mas ainda assim é possível o push) e muito instável. Por exemplo, aqui em Brasília a minha operadora, TIM (FIM?), tem cobertura 3G vergonhosa. Aliás, nem funciona em meu bairro — apesar de ser um local de alto padrão. Geralmente, estou em conexão EDGE. E o EDGE pela TIM, aqui, é muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito instável, principalmente à noite (?) e de madrugada. É extremamente comum eu não conseguir usar o smartphone por falta de conectividade. Ora, como fica o push diante desse quadro? Só me resta “pushar” a orelha da operadora!
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Algumas ideias são bonitas apenas em teoria. Apenas quando são simplesmente ideias. Postas em prática, mostram ser inviáveis, infelizmente. A vida está cheia de coisas assim. Nossa Constituição Federal não é uma das mais belas e ricas do mundo? No entanto, nada daquilo funciona. São apenas ideias bonitas.
Que pena!











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8 usuários com resposta neste post
Faz-se tudo pela metade hoje em dia…
É… infelizmente as operadoras estão concentradas nas vendas e apenas nelas… Se depois terá o serviço para disponibilizar para o usuério não é problema delas, é problema dos usuários… e aí deles de atrasarem o pagamento ou reclamarem!!!
Viva a ANATEL: Agência de Anarquia em Telefonia
putz! não é usuério e sim usuário. também não é “e aí deles de…” e sim “ai deles se“
Ando muito lesado!
IMRMOBILE, você citou uma ferida aberta: a ANATEL. Se houvesse um mínimo de seriedade por lá, a situação seria bem diferente no Brasil. Sempre me pergunto: para que serve a ANATEL???
Ah! Pra que justificar, IMRMOBILE?
São errinhos que a gente comete na pressa… Dá para perceber. Nada demais.
Visitei agora seu blog e gostei muito. Até coloquei no meu Google Reader. Aliás, estou prestes a publicar post sobre o “iPhone COMA”, porque — tenho dito em meu Twitter — está acontecendo demais comigo.
[…] O post anterior a este foi “Gmail com push em iPhone: viável?“. […]
Caramba, que topico super bem feito, parabens, compartiho de sua frustação!
KLEBERSON, muito obrigado por suas palavras. Volte sempre! Seja bem-vindo!
~ GLAUCO ~
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