A maioria dos usuários do Gmail acessa o serviço pelo navegador, ou seja, por webmail, indo ao endereço gmail.com. O uso de webmail já é considerado mais moderno que programas de e-mail tradicionais, como o Outlook; é uma tendência, devido à enorme quantidade de recursos. A desvantagem é que o computador precisa estar online o tempo todo para o uso dos serviços — responder/encaminhar/escrever novos e-mails, apagar, arquivar etc. Quando cai a conexão do provedor, a pessoa fica sem acesso à conta.
A necessidade de conexão atrapalha quem viaja com notebook (ou netbook, tão na moda) e deseja ganhar tempo durante voos. Geralmente, não há conexão nos aviões (ainda são raros os casos, como os voos da Virgin — assunto tratado aqui no blog, depois de uma sugestão do caro Rodrigo, visitante lá da Grécia). Muitos profissionais pensam em adiantar e-mails de trabalho enquanto viajam. Bem, as mensagens podem nem ser de trabalho: algumas pessoas, para se distraírem durante voos, pensam em escrever/responder/encaminhar e-mails para amigos e parentes (hora de lidar com aquele monte de PPSs e vídeos…).
Seria bom se os usuários tivessem acesso à conta pelo webmail mesmo quando offline (sem conexão)… Tudo o que fizessem seria para envio após o voo, quando o aparelho voltasse a ter conectividade.
Para alegria dessas pessoas, o Google implantou no Gmail o recurso (opcional) Gmail Offline. O navegador, ao acessar a conta Gmail do usuário, armazena no computador uma cópia das mensagens recebidas, para que todas fiquem disponíveis para leitura mesmo em momentos sem conectividade. O usuário pode responder e-mails, encaminhar e escrever novos: serão enviados quando o computador tiver conexão de novo.

Nas configurações do Gmail, abra o item LABS.
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O recurso Offline é o primeiro que aparece na lista.
O Offline já existe há alguns meses no Gmail. Ajuda muito, mas um detalhe nele ainda atrapalhava os usuários.
O problema era que o sistema escolhia automaticamente — com base no uso da conta — quais marcadores (etiquetas) sincronizar no computador do usuário. Escolhia também até quanto tempo atrás copiaria as mensagens para deixá-las sempre acessíveis. Com isso, muitas vezes o sistema escolhia marcadores não muito importantes para o usuário e deixava de fora algum importantíssimo. E, mesmo se escolhesse o marcador desejado, poderia não selecionar o tempo adequado para copiar mensagens no computador. Por exemplo, poderia garantir mensagens de até 1 ano atrás, mas talvez o usuário precisasse de mensagens de até 2 anos atrás. Isso atrapalhava principalmente o gerenciamento profissional da conta de e-mail.
Reconhecendo essas falhas, o Google (sinto muito, eu me acostumei assim e não consigo usar “a Google”) enriqueceu o recurso Offline. Finalmente, o usuário pode escolher quais marcadores sincronizar com o computador… e por quanto tempo. O limite é de 5 anos — tempo de existência do Gmail. (Mesmo depois de 5 anos, quem ia querer um período maior? Considero o recurso mais interessante a mensagens mais recentes. Uns 3 meses, talvez 6.)
Aproveite essa facilidade durante suas viagens: é uma maravilha enquanto você voa a seu destino e inclusive depois, em terra, em momentos sem conexão disponível. Em viagens, a maioria das pessoas usa apenas conexão por Wi-Fi, nem sempre disponível. Para o voo, uma boa ideia é acessar a conta no aeroporto, assim você leva para o avião as mensagens mais recentes.
E os anexos? É possível ter acesso a eles?
À sua escolha. Agora você pode configurar o recurso para salvar, por exemplo, mensagens de até 6 meses atrás em um marcador, mas sem nenhum anexo junto. O espaço ocupado com armazenamento em seu computador será muito menor. Mas que tal garantir acesso a anexos? Escolha o limite para anexos em cada mensagem: míseros 10KB, 500KB, 1MB, 5MB, ilimitado… Caso seu espaço de armazenamento no computador seja farto, recomendo ilimitado (opção “todos os anexos”).

Depois de ativar o recurso Offline, volte às configurações e clique em “Off-line”.

Detalhe da tela de escolha das etiquetas (marcadores) e do tempo.
Atenção: use o recurso apenas em seu computador. Nunca em um computador usado por outra pessoa. Lembre-se: o recurso mantém no computador cópia das suas mensagens; qualquer pessoa poderá ter acesso, mesmo sem conexão à Internet.
Por fim, outra boa notícia: o uso offline também pode acontecer em seu smartphone. Mas isso será assunto de outro post…
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NOTA — Quais navegadores são compatíveis com esse recurso? Não citei no post, mas o caro leitor João C. P. chamou a atenção para isso e escreveu logo abaixo, nos comentários.
NOTA 2 (26/11) — Veja também o post “Gmail: mais uma vantagem a quem viaja”.
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6 usuários com resposta neste post
Boa dica, mestre. Bastante útil.
Mas vou lhe dar uma chance de descobrir sozinho por que o Gmail limita a 5 anos o período das mensagens. Se o senhor não descobrir, eu volto aqui pra dizer
Mais uma coisa: faltou avisar que o recurso só funciona em navegadores compatíveis com a tecnologia Google Gears: Firefox (1.5 ou superior), Internet Explorer (acima de 6.0) e Chrome. Não funciona portanto, com Safari e Opera, entre outros.
Oi, João!
Bem, o Gmail existe há 5 anos, por isso o limite. Mas imaginei daqui por diante esse prazo. Quando ele tiver 6, 8, 10 anos… Por que alguém abusaria querendo tantos anos de backup no computador, né?
Considero o recurso importante justamente para acesso a mensagens recentes, de no máximo 3 meses atrás, talvez uns 6. Para deixar isso mais claro, vou alterar agora esse trecho. Obrigado por chamar a atenção para isso.
GLAUCO
:: TOTH ::
Oi, João!
Obrigado por este comentário especial, chamando a atenção para detalhes importantes.
Não me preocupei em explicar o Gears porque o leitor que ler este post e se interessar verá as instruções do Google para fazer funcionar o Offline. Apenas indiquei um caminho a seguir. No entanto, eu devia mesmo ter chamado a atenção sobre os navegadores compatíveis. Mas OK, obrigado, você veio preencher essa lacuna.
Colocarei uma observação no próprio post, para que leiam seu comentário.
O Safari comete uma grande “mancada” ao não aceitar o recurso. Eu até tenho vontade de adotar definitivamente esse navegador aqui em meu Mac, mas permaneço com o Firefox porque uso demais a Barra de Ferramentas do Google — não aceita pelo Safari. A Apple, sempre supercontroladora demais, atrapalha muito as coisas, sabe… :-/
GLAUCO
[…] poucos dias, publiquei aqui o post “Gmail aprimora recurso útil a quem viaja“, sobre o uso do Gmail quando o computador está sem conectividade. A audiência foi […]
[…] poucos dias, publiquei aqui o post “Gmail aprimora recurso útil a quem viaja“, sobre o uso do Gmail quando o computador está sem conectividade. A audiência foi […]
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